Você sabia que metade do preço do seu veículo é de imposto?

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No preço de venda dos veículos incidem muitos impostos. A metade do preço do seu veículo é de imposto.  Aqui você vai conhecer quais são esses tributos e se existe possibilidade de revertê-los.

Os automóveis no Brasil são mais caros que em outros países. O motivo é a alta carga tributária aplicada aqui, sobretudo em modelos zero quilômetro.

Em muitos casos, metade do preço do carro, por exemplo, é de imposto. A seguir, confira a lista dos tributos cobrados.

 

Impostos que são aplicados na compra de veículos

Decerto, no preço do veículo não é embutido apenas 1 imposto. Na etapa de compra são aplicados até 4 tributos, e já com o bem adquirido o proprietário deve pagar o IPVA.

Abaixo você conhece todos os atuais impostos que compõem o valor de venda dos veículos no Brasil.


1 – IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados)

Esse é um imposto cobrado na origem, ou seja, na fabricação do automóvel. Por isso só é cobrado de modelos 0 km. É federal, e se recolhe das montadoras.

Contudo, a base do seu cálculo usa a potência do motor e o local onde é fabricado. Desse modo, o IPI é diferente entre veículos nacionais e importados.


2 – ICMS (Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços)

O ICMS é um tributo estadual, e se aplica no momento da aquisição. As alíquotas variam em cada estado. Também é usado no cálculo de veículos zero.


3 – COFINS (Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social)

É outro tributo federal que é usado para determinar o valor de carros novos. O Confins tem percentual fixo que é de 7,6%.

A arrecadação desse imposto vai para o caixa do INSS.


4 – PIS (Programa de Integração Social)

Também é cobrado pelo Governo Federal, e tem alíquota de 1,65% do preço do automóvel, definido pela montadora.

O PIS é usado para pagar o abono salarial de trabalhadores vinculados ao setor privado.


5 – IPVA (Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores)

É um tributo estadual considerado de pós-venda. Anualmente os proprietários de veículos (em geral) devem pagar o IPVA, junto com o Licenciamento.

As alíquotas podem variar, mas normalmente se considera 1% do valor venal do veículo.

Realmente são muitos tributos. De acordo com o Instituto Brasileiro de Estudos Tributários (IBET), o carro fabricado aqui no Brasil pode ter uma carga tributária que varia de 30% a 49% do valor do bem.

Isso sobe para 79% quando se trata de veículos importados.

Por outro lado, na atual proposta da Reforma Tributária existe a orientação para unir os tributos.

A nova lei propõe a criação do CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços) e IBS (Imposto sobre Bens e Serviço). O primeiro é um tributo federal, que reúne o ISS, ICMS, IPI, PIS e Cofins. Já o segundo é ligado aos estados e municípios.

Essa simplificação tributária está em fase de adaptação, e substituirá os atuais impostos aplicados na fabricação e venda de automóveis.

 

O preço do carro pode ficar mais alto?

Sim. Quando você compra um veículo usando linhas de crédito, o valor final pode ficar até 3 vezes mais do preço de venda.

Isso ocorre por causa da inclusão de taxas de juros abusivas. Bancos e financeiras podem explorar algumas brechas contratuais, e elevar as taxas de financiamento.

Neste caso, é possível recorrer e derrubar a cobrança indevida. Meios como a análise contratual permite verificar as parcelas, e indicar o valor justo para ser pago.

Da mesma forma, se consegue reavaliar o prazo do financiamento, bem como a redução do saldo devedor.

É fundamental não estender esse tipo de vínculo. Se perceber que teve prejuízo na na negociação do financiamento do seu carro novo ou seminovo, vale procurar ajuda profissional para rever essas condições de pagamento.

Um dos principais motivos para o superendividamento é a cobrança abusiva nas linhas de crédito para aquisição de automóveis.

Embora exista toda essa inclusão de impostos no preço do veículo, as taxas adicionais não podem aumentar ainda mais o ônus do consumidor.


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